Então, aconteceu. Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, enquanto você dormia, o império decidiu que a “democracia” na Venezuela precisava ser entregue por drones. Sete explosões em Caracas, o sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa, e a narrativa oficial de sempre: “guerra às drogas”. Se você acredita nisso, tenho uma ponte no Brooklyn para te vender.
Não vou perder seu tempo com as notícias da TV. Para entender a profundidade e a gravidade do que está acontecendo, você precisa assistir a duas análises cruciais que já circulam na internet: “Caracas em Chamas – O Primeiro Teste do Mundo Multipolar Contra o Império” do canal Pepe Está Falando, e “O Ataque à Venezuela e a Nova Ordem Mundial” do economista José Kobori. Eles dissecam a farsa. A desculpa do narcotráfico é a mesma usada no Panamá (1989), na Guatemala (1954) e no Chile (1973). A verdade, como sempre, é mais suja e tem cheiro de petróleo.
O que estamos vendo é a “Doutrina Monroe 2.0”, ou o “Corolário Trump”: um império em declínio, vendo a China e a Rússia fazerem negócios em seu “quintal”, decide chutar o tabuleiro. A Venezuela, com suas reservas de 300 bilhões de barris de petróleo e sendo um laboratório de dedolarização, era uma afronta existencial. O ataque não é sobre Maduro; é sobre mandar um recado para Pequim e Moscou. É sobre tentar, na marra, manter a hegemonia do dólar.

Cenários Possíveis: A Bola de Cristal do Traidor
- Escalada e Guerra Prolongada: A resistência venezuelana, equipada com tecnologia russa e chinesa, se mostra mais forte que o esperado. O mundo multipolar (BRICS+) reage com força, acelerando o desacoplamento econômico. Consequências: Petróleo dispara, dólar enfraquece globalmente, inflação explode e a instabilidade se torna a nova norma. Um pesadelo para a economia global, mas um paraíso para quem aposta na volatilidade.
- Vitória Pírrica dos EUA: Washington atinge seus objetivos táticos (controla o petróleo), mas o custo é astronômico. A operação se torna um desastre estratégico, isolando os EUA, acelerando a formação de blocos anti-hegemônicos e forçando o Federal Reserve a imprimir trilhões, destruindo o poder de compra do americano médio. O império sangra até a morte, lentamente.
- Guerra Relâmpago e “Libertação”: O governo venezuelano colapsa rapidamente, um fantoche pró-EUA é instalado. Consequências: O mercado, após um choque inicial, se acalmaria. O petróleo poderia até cair com a promessa de aumento da produção. Seria uma vitória de curto prazo para o dólar, mas solidificaria a imagem dos EUA como um agressor, gerando instabilidade futura.
Como o Mercado Reage à Guerra (Lições do Passado)
A Faria Lima entra em pânico, mas a história conta outra coisa. Guerras não são necessariamente ruins para o mercado de ações. Pelo contrário.
Vamos olhar para duas ações militares recentes dos EUA:
- Invasão do Iraque (2003): Houve nervosismo antes da invasão. Mas no mês seguinte ao início das operações, o DJIA subiu 8,4%. A percepção de uma vitória rápida e o controle sobre o petróleo animaram os abutres.
- Guerra do Afeganistão (Início em 2001): Embora o contexto seja nublado pelos ataques de 11 de setembro, o padrão se repete. Após a queda inicial, o mercado se recuperou e, ao longo do conflito, os retornos das ações americanas foram positivos, com o S&P 500 rendendo em média 7,8% ao ano durante a guerra.
O padrão é claro: o mercado precifica o risco antes do conflito. A incerteza é o que derruba os preços. Uma vez que as bombas começam a cair, a certeza (mesmo que terrível) retorna, e os gastos militares massivos atuam como um gigantesco estímulo fiscal. O mercado sobe.
Plano de Ação: Proteção e Trade para os Próximos Dias
Esqueça o choro e a vela, pare de militar por dois minutos nas redes sociais. É hora de agir. O caos é uma escada.
1. Proteção da Carteira (O Escudo do Traidor)
Se você tem uma carteira de longo prazo, não entre em pânico e não venda tudo. Mas a proteção é obrigatória.
- Dólar (USD): No curto prazo, em momentos de pânico global, o dólar ainda é o porto seguro. Ter uma parte da sua carteira dolarizada (contas internacionais ou ETFs como o IVVB11) é fundamental. A tendência de longo prazo pode ser de queda, mas no olho do furacão, todos correm para ele.
- Ouro (XAU): Ouro é o seguro anti-império. Ele se beneficia da instabilidade, da inflação e da desconfiança em moedas fiduciárias. Se o cenário de escalada se concretizar, o ouro vai brilhar. Considere ETFs como o GOLD11.
- Commodities (Petróleo): A situação na Venezuela coloca uma interrogação gigante na oferta de petróleo. A tendência é de alta forte. Empresas petrolíferas (como a nossa Petrobras – PETR4) e ETFs de petróleo podem ser uma boa proteção (BIYE39 e BIXC39, se tiver acesso à conta global o XLE).
2. Plano de Trade (A Lança do Traidor)
Para os mais agressivos, os próximos dias serão de alta volatilidade e oportunidades.
- COMPRA de Ações de Defesa: O complexo industrial-militar está em festa. Empresas como Raytheon (RTX), Lockheed Martin (LMT) e Northrop Grumman (NOC) verão seus lucros explodirem. Procure o BAER39 na B3, um BDR correspondentes ao iShares U.S. Aerospace & Defense ETF, em contas globais também podem ser encontrados os XAR – SPDR S&P Aerospace & Defense ETF e o PPA – Invesco Aerospace & Defense ETF).
- COMPRA de Petróleo e Gás: A aposta mais óbvia. Compre contratos futuros de petróleo (WTI, Brent) ou ações de empresas do setor. A volatilidade será extrema, então use stops curtos.
- VENDA de Ações de Consumo e Tecnologia (Short-selling): Em um cenário de inflação e recessão global, empresas de consumo discricionário e tecnologia com valuations esticados serão as primeiras a sofrer. Vender a descoberto pode ser lucrativo, mas é uma operação de altíssimo risco.
- Fique de Olho no VIX: O “índice do medo” vai disparar. Operar opções do VIX é para profissionais, mas observar seu movimento é um termômetro essencial do pânico do mercado.
Lembre-se: em tempos de guerra, a primeira vítima é a verdade, e a segunda é o investidor ingênuo. Não seja um deles. Informe-se, proteja-se e, se tiver estômago, aproveite as oportunidades que o desespero do império nos oferece.
Vídeos Recomendados
1.Caracas em Chamas – O Primeiro Teste do Mundo Multipolar Contra o Império – https://www.youtube.com/watch?v=4IGsQa554sg
2.O Ataque à Venezuela e a Nova Ordem Mundial – https://www.youtube.com/watch?v=abm41jWCmGc


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